A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é muito comum, tendo uma prevalência de 12 a 20%. É caracterizada por sintomas e/ou danos à mucosa, decorrente do refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, cavidade oral, ou mesmo, pulmão.

Dependendo dos seus sintomas, ela pode ser classificada em típica (com sensação de queimação e vômito) e atípica (distensão abdominal, epigastralgia, eructação, tosse crônica, entre outros).

Apesar da alta prevalência e tratamento relativamente simples, o diagnóstico para DRGE, com base somente nos sintomas do paciente, apresenta algumas limitações. Em alguns pacientes, apesar da evidência endoscópica, não há sintomas. O contrário também é verdadeiro, outros pacientes apresentam sintomas, mas nenhum método é capaz de diagnosticar a DRGE.

Isso nos mostra que o diagnóstico para a DRGE não é tão simples. Qual seria, portanto, o papel do exame endoscópico no diagnóstico? É sobre isso que vamos discutir hoje, se quer se manter atualizado, continue a leitura.

Como o diagnóstico era feito anteriormente e como é atualmente?

Antes, o diagnóstico era realizado somente pela apresentação dos sintomas com frequência superior a 2 vezes por semana, por mais de 4 semanas. Entretanto, dessa forma, o diagnóstico correto era dado somente a 40% dos pacientes.

Hoje, para que haja o diagnóstico de DRGE, o paciente deve, além de apresentar a sintomatologia, acusar alterações nos resultados de algum método diagnóstico.

Uma revisão sistemática, com quase 15 mil pacientes diagnosticados com a DRGE, demonstrou que os sintomas persistentes, mesmo após o uso de inibidor de bomba de próton, estavam associados a redução na qualidade de vida relacionada à saúde física e mental.

É por isso que o diagnóstico preciso e tratamento adequado, são fundamentais aos pacientes com a DRGE.

O papel da endoscopia no diagnóstico da DRGE

A endoscopia digestiva alta é um dos principais exames utilizados para a avaliação da mucosa gástrica, além de permitir biópsias de lesões preocupantes (como estenoses, úlceras e metaplasia de Barrett), em pacientes com a DRGE.

Em pacientes com sintomas de refluxo (moderados a graves), as alterações nos exames endoscópicos, como esôfago de Barrett e esofagite erosiva, são capazes de diagnosticar 97% daqueles com DRGE.

Entretanto, apesar da endoscopia digestiva alta ser essencial para classificar o tipo da DRGE (erosiva ou não erosiva) e dar diagnósticos alternativos, sua sensibilidade é baixa em pacientes com sintomas atípicos.

O diagnóstico deve ser dado o quanto antes, para garantir qualidade de vida ao paciente. Apesar de grande parte dos pacientes poderem ser tratados com medicamentos, alguns precisarão de cirurgia. Entretanto, o manejo da doença pode envolver modificações no estilo de vida, incluindo a perda de peso.

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